quarta-feira, 2 de setembro de 2015

ROSE RED


SINOPSE: Joyce Reador (Nancy Travis) é uma professora de parapsicologia da Universidade de Beaumont que, apesar de sofrer uma enorme pressão contrária do seu chefe, o professor Carl Miller (David Dukes), decide descobrir toda a verdade sobre Rose Red, uma mansão construída no início do século XX por John P. Rimbauer, um magnata do petróleo que deu a casa de presente para Ellen, sua esposa. Ellen aumentou e controlou a casa com mão de ferro até 1950, quando sumiu misteriosamente, o que também já tinha acontecido com April, sua filha, mas a casa continuou "crescendo por conta própria". Há alguns anos nada acontece na mansão, então Joyce contrata uma equipe de seis paranormais, cada um com uma habilidade específica, para explorá-la. Entre eles destaca-se Annie Wheaton (Kimberly J. Brown), uma garota de 15 anos cujos dons psíquicos são tão poderosos que a excluem do mundo "normal". Joyce pretende usar os talentos do grupo para tentar "despertar" esta "casa adormecida", mas acontecem coisas fora do previsto e a situação cada vez foge mais do controle.




MINHA OPINIÃO: Ao contrário do que é de costume, dessa vez Stephen King não escreveu um livro para ser adaptado como filme por alguém. Ele próprio escreveu o roteiro para a TV.  A minissérie tem pouco mais de quatro horas de duração, mas é difícil parar de assistir até o fim, pois o ritmo, lento no começo, vai crescendo em suspense e horror da metade para o fim da fita. A título de curiosidade, quando você tiver oportunidade de ver (ou rever), não deixe de reparar na ponta que o próprio Stephen King faz. É início da noite, o pessoal está com fome e pede uma pizza. Adivinhe quem vem entregá-la? Uma sequência hilária em um filme de horror.
O melhor (ou mais assustador) é que a história foi baseada em fatos reais, Rose Red foi totalmente inspirada na Mansão Winchester, localizada em San Jose, Califórnia, considerada a casa mais assombrada dos EUAA Mansão Winchester foi construída para os fantasmas, mas fantasmas não convidados não eram bem-vindos.
Tudo começou quando em 1862, Sarah Pardee casou-se com o empresário William Wirt Winchester, filho do fabricante dos Rifles Winchester. William morreu em 1881, e um temor incontrolável tomou conta de Sarah. Barulhos ocorriam dias e noites seguidamente.
Sarah resolve procurar ajuda em um centro espírita em Boston, para descobrir o que estava acontecendo, e a médium diz que seu marido estava rodeado dos espíritos de pessoas que foram mortas pelos Rifles Winchester. Assim, ela deveria construir quartos para que os espíritos de luz permanecessem na casa, proporcionado a paz para que os barulhos cessassem. Mas nada disso aconteceu, os barulhos continuavam a atormentar Sarah, que resolve construir a casa até o fim de sua vida, foram mais de 38 anos construindo corredores tortuosos, um labirinto de escadas e portas levando a lugar nenhum, que foram projetadas para confundir os fantasmas dos espíritos malignos. Sarah viveu reclusa durante vinte e dois anos e morreu em 1922, aos 85 anos.
Atualmente a casa abrange quase 2,5 hectares de área paisagística, possui 160 quartos (inicialmente tinha somente 8!), 47 lareiras, 13 banheiros, 52 claraboias e quase 10.000 janelas! Apenas a morte de Sarah em 1922 interrompeu a construção. Ela gastou quase 5,5 milhões de dólares, e hoje, em valores atuais, é equivalente a 53 milhões de dólares.
O aposento mais misterioso da casa é o quarto azul, que é onde Sarah conduzia as suas sessões espíritas particulares. Ninguém pôs os pés neste quarto enquanto ela era viva. Alguns crêem que o quarto é uma passagem para os visitantes de outra dimensão.
Hoje, ninguém mora na casa, mas ela está aberta aos turistas que quiserem visitá-la. Ainda hoje, dizem ser comum ver aparições de mortos. Algumas pessoas dizem que Sarah Winchester ainda caminha pelos corredores.
Shara Smith trabalha na casa, e a primeira vez que ficou sozinha entrou em um dos quartos fechados. “A porta se fechou atrás de mim e deu para sentir uma enorme pressão lá dentro, parecia que as paredes se aproximavam. Eu quis sair de lá o mais depressa possível. ” Diz Shara.
Dois funcionários que trabalham hoje na casa, Jonh e Jack Sttubert, concordam que o quarto é uma passagem para o outro mundo. “Eu me virei, olhei para o corredor e vi um homem parado lá. Então ele desapareceu e eu desci para ver se havia alguém na casa, mas não havia ninguém lá. Nunca acreditei em espíritos, fantasmas ou qualquer coisa assim, mas agora eu acredito que aja uma coisa nesta casa. ” Conta Jack.
Existem algumas curiosidades na mansão: uma escada que acaba no teto; entradas (portas) altas para fantasmas maiores e portas estreitas para fantasmas pequenos; uma escadaria em ziguezague com sete desvios e quarenta e quatro degraus, onde chega-se ao topo subindo três metros. Para completar, existe uma porta que se abre para um vão cuja queda corresponderia a dois andares.
Rose Red é sem sombra de dúvida um dos terrores mais aterrorizantes dos últimos tempos! Garantia de bons sustos e respiração suspensa do começo ao fim! Eu não descansei enquanto não comprei o DVD original do filme e volta e meia volto a assistir, e sempre me aterrorizo com a história.

NOTA 5 *****

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